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sexta-feira, 06 de novembro de 2026

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POLÍTICA

Mourão avança para presidir Comissão de Segurança do Senado

Hamilton Mourão deve assumir a Comissão de Segurança Pública do Senado após a saída de Flávio Bolsonaro do Brasil, sem resistência anunciada do PT.

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Senador Hamilton Mourão
Crédito: Roque de Sá/Agência Senado

O senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS) deve assumir a presidência da Comissão de Segurança Pública do Senado após Flávio Bolsonaro (PL-RJ) deixar o Brasil em 27 de outubro. A substituição é vista como encaminhada e não enfrenta resistência anunciada de parlamentares do PT.

A mudança ainda precisa ser formalizada em eleição no colegiado. A expectativa é que Mourão seja escolhido por aclamação, sem votação nominal, como ocorreu na eleição de Flávio.

O senador Humberto Costa (PT-PE) afirmou que o partido não pretende articular uma candidatura alternativa. Fabiano Contarato (PT-ES), titular da comissão, também declarou não ter objeção ao nome de Mourão e o avaliou como “centrado e equilibrado”.

A comissão tem 19 vagas de titulares, das quais duas são ocupadas por integrantes do bloco formado por PT e PDT; uma terceira vaga está aberta. Contarato e Ana Paula Lobato (PSB-MA) representam o bloco entre os titulares, enquanto Jaques Wagner (PT-BA) e Rogério Carvalho (PT-SE) são suplentes.

Flávio ainda aparece como presidente da comissão no sistema oficial do Senado. Mourão, que já comandou o colegiado, deve permanecer no cargo até o encerramento dos trabalhos legislativos deste ano, caso a escolha seja formalizada.

O colegiado não se reúne desde setembro. A comissão deveria retomar as atividades após o segundo turno das eleições, mas a saída de Flávio para os Estados Unidos, em 27 de outubro, impediu a convocação de uma nova sessão.

Das 13 reuniões realizadas pela comissão neste ano, Flávio participou de duas, em 28 de abril e 1º de setembro. Na última, conduziu a votação de propostas sobre aumento de penas, prevenção à violência sexual no transporte público e porte de arma para integrantes da Defensoria Pública.

Fonte: O Globo

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