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A ex-deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) arrecadou 10.310 euros, mais de R$ 63 mil, até o início da tarde de 6 de novembro de 2026, em uma vaquinha para se manter na Itália enquanto aguarda a análise de um pedido de extradição feito pelo Brasil.
Zambelli ficou presa por cerca de dez meses na Itália. Segundo a fonte, ela foi condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por invasão hacker dos sistemas do Conselho Nacional de Justiça e por porte ilegal de arma de fogo.
A campanha recebeu 398 doações pela plataforma GoFundMe. Antes disso, a ex-deputada tentou criar uma comunidade on-line para arrecadar contribuições, mas o perfil foi cancelado.
Nas redes sociais, Zambelli afirmou que o ministro Alexandre de Moraes, relator do processo no STF, “destruiu” sua vida ao determinar a inclusão de seu nome na lista vermelha da Interpol. Segundo ela, a medida dificulta a abertura de uma conta bancária e a busca por emprego na Itália.
A ex-deputada também anunciou uma conta na plataforma Kiwify, pela qual pretendia oferecer conteúdos exclusivos e relatos sobre o período em que ficou presa, com assinatura de R$ 50 por mês. Como a iniciativa não avançou, ela recorreu à vaquinha internacional.
Em uma mensagem aos apoiadores, Zambelli disse que pretende buscar trabalho quando se estabelecer em uma cidade e afirmou que escreve um livro sobre os acontecimentos relacionados ao caso. Ela também declarou receio de que a vaquinha fosse bloqueada por Moraes.
Em julho, a Justiça italiana anulou uma decisão que autorizava a extradição e determinou que o pedido brasileiro fosse submetido a novo julgamento. A corte, porém, rejeitou a tese de perseguição política apresentada pela defesa.
Zambelli deixou o Brasil em maio de 2025, passou pelos Estados Unidos e depois se mudou para a Itália, onde tem cidadania. Dois meses depois, foi incluída na lista da Interpol, presa e afirmou que queria ser julgada no país europeu.
Fonte: O Globo