O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, deu 15 dias para a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestar sobre o relatório da Polícia Federal que indiciou o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e outros 14 investigados por supostas fraudes envolvendo o Banco Master.
O Ministério Público Federal deverá avaliar as conclusões da investigação e os pedidos apresentados pelos alvos da Operação Compliance Zero. Com base no relatório, a PGR poderá solicitar novas diligências ou preparar uma denúncia contra Vorcaro.
Segundo a PF, Vorcaro foi apontado como líder de uma organização criminosa e teria cometido, em tese, crimes de gestão fraudulenta de instituição financeira, induzimento a erro, fraude em fiscalização e lavagem de dinheiro.
As suspeitas estão relacionadas à venda de R$ 17,5 bilhões em créditos do Master ao BRB entre julho de 2024 e outubro de 2025. Desse total, R$ 12,2 bilhões seriam créditos sem a devida comprovação de existência, de acordo com os investigadores.
A PF também pediu a prorrogação do inquérito por 60 dias. O pedido considera a necessidade de concluir perícias e consolidar análises bancárias, fiscais, patrimoniais e financeiras dos investigados, além de calcular o suposto proveito econômico obtido com as fraudes.
A defesa de Vorcaro apresentou ao STF uma análise preliminar sobre o conteúdo do celular do ex-banqueiro. Produzido por um perito contratado pelos advogados, o documento sustenta que o aparelho foi manuseado e teve arquivos alterados após a apreensão, em 17 de novembro do ano passado.
Os advogados usaram a análise para reforçar o pedido de acesso aos dados brutos do celular e de substituição da prisão preventiva de Vorcaro, que está detido na Papudinha, em Brasília. A defesa também reiterou o pedido de soltura em audiência com um juiz auxiliar de Fachin, realizada na terça-feira.
Fonte: O Globo