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sexta-feira, 25 de setembro de 2026

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ELEIÇÕES

Paes calcula agendas com Lula para preservar apoio de bolsonaristas no Rio

Eduardo Paes equilibra agendas com Lula e acenos a bolsonaristas na disputa pelo governo do Rio de Janeiro.

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O candidato ao governo do Rio de Janeiro Eduardo Paes (PSD) tem selecionado com cautela as agendas ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para reforçar a aliança com o petista sem perder o apoio de eleitores que também votam em Flávio Bolsonaro (PL).

Na quinta-feira, 24 de setembro, Paes acompanhou Lula em uma caminhada em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio, mas não incluiu o compromisso em sua agenda pública. No dia anterior, não participou de um encontro do presidente com artistas na Fundição Progresso, na Lapa, e foi representado pelo prefeito do Rio e seu sucessor, Eduardo Cavaliere (PSD).

Paes afirmou que vota em Lula, mas disse não ser integrante do PT e não pensar da mesma forma que o presidente. Segundo o candidato, ele não participou do evento com representantes da cultura porque já tinha compromissos em Campos e em outras cidades do Norte e do Noroeste Fluminense.

O ex-prefeito também não incluiu Lula em seu material de campanha e nos programas de televisão. Na semana anterior, Paes não acompanhou o presidente durante uma agenda oficial na sede da Polícia Rodoviária Federal no Rio.

A estratégia ocorre enquanto pesquisas apontam vantagem de Flávio Bolsonaro sobre Lula no estado. Levantamento da Quaest divulgado na quarta-feira, 23 de setembro, indicou 44% das intenções de voto para o senador em um eventual segundo turno, contra 36% para o presidente.

Paes também tem buscado apoio entre eleitores ligados ao bolsonarismo. A aliança com a família Reis e a escolha de Jane Reis para vice são exemplos dos acenos feitos pelo candidato, que reconheceu a ligação histórica da família com o grupo político de Jair Bolsonaro.

Em contraste, Douglas Ruas participa dos eventos de campanha ao lado de Flávio Bolsonaro no estado. Paes afirmou que não precisa associar sua imagem à de outro político e citou as campanhas de Wilson Witzel e Cláudio Castro como exemplos de estratégias semelhantes.

A pesquisa Quaest também mostrou redução na parcela de eleitores que declarou votar em Paes e em Flávio Bolsonaro no primeiro turno. O percentual caiu de 20%, em levantamento divulgado em 8 de setembro, para 16% na sondagem mais recente, que ouviu 1.302 eleitores fluminenses entre 19 e 22 de setembro, com margem de erro de três pontos percentuais e nível de confiança de 95%.

Fonte: O Globo

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