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quinta-feira, 24 de setembro de 2026

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POLÍTICA

Mensagens de lobista citam presentes a assessor do governo

Mensagens apreendidas pela PF citam supostos presentes de lobista a assessor do governo durante negociações com órgãos públicos.

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Mensagens extraídas pela Polícia Federal do celular da lobista Roberta Luchsinger citam a entrega de uma pintura de R$ 82,9 mil e de um relógio de R$ 66 mil a Swenderberger Barbosa, conhecido como Berger, que ocupava cargo no Ministério da Saúde e atualmente atua na Presidência da República. Os diálogos, revelados em 24 de setembro de 2026, também mencionam a atuação da empresária em negócios com o governo.

Segundo a reportagem, Luchsinger é amiga de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Os dois são investigados sob suspeita de tráfico de influência.

Em uma conversa, a lobista responde a uma foto enviada por Berger com a mensagem de que se tratava de uma lembrança. Em outra, mostra a um amigo imagens de um relógio Cartier Tank e afirma que o presente custou R$ 66 mil. Ela também menciona que levaria um mimo ao assessor.

A Secretaria de Comunicação Social da Presidência informou que Berger nega categoricamente ter recebido os presentes ou qualquer outra vantagem indevida de Luchsinger. A pasta declarou ainda que nenhum contrato do Ministério da Saúde foi celebrado em decorrência das propostas citadas.

Na época das conversas, Luchsinger tentava viabilizar no Ministério da Saúde um contrato para uma empresa de produtos à base de cannabis medicinal. De acordo com a reportagem, ela recebeu R$ 1,5 milhão para atuar na negociação, mas o negócio não avançou.

As mensagens também registram uma festa de aniversário de Berger durante um show em um camarote do Estádio Mané Garrincha, em Brasília. Em uma mensagem, ele agradece à lobista pela organização do evento.

Outros diálogos mencionam pagamentos de R$ 217 mil feitos por Luchsinger a Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, ex-chefe de gabinete do presidente Lula. Ele confirmou os repasses e afirmou que se tratavam de um empréstimo pessoal já devolvido.

Mensagens apreendidas pela PF também mostram, segundo a reportagem, que Luchsinger orientou um funcionário a fazer depósitos nas contas de dois servidores do Ministério do Desenvolvimento Social. Após os pagamentos, no fim de 2023, a empresa 3Structure IT venceu um pregão e assinou contrato de R$ 31,2 milhões com a pasta; em abril de 2026, firmou outro acordo, de R$ 19,2 milhões, com vigência até abril de 2031.

O Ministério do Desenvolvimento Social rejeitou a hipótese de favorecimento e afirmou que a licitação ocorreu por meio de pregão eletrônico, com disputa pelo menor preço. A pasta disse ainda que os servidores citados não tinham competência sobre a área e não participaram do processo.

As defesas de Luchsinger e de Lulinha não se manifestaram. Em ocasiões anteriores, ambos negaram irregularidades.

Fonte: O Globo

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