O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa nesta sexta-feira (25), às 19h, de um jantar com empresários em São Paulo para reforçar compromissos com o equilíbrio das contas públicas, a segurança jurídica e a previsibilidade para os negócios em um eventual quarto mandato.
O encontro será realizado no hotel Tivoli Mofarrej e reunirá representantes dos setores de varejo, seguros, construção civil, construção pesada, óleo e gás e infraestrutura. Os convidados poderão fazer perguntas ao presidente.
Entre os integrantes do governo chamados estão os ministros Dario Durigan, da Fazenda; Miriam Belchior, da Casa Civil; Leonardo Barchini, da Educação; Bruno Moretti, do Planejamento; Jorge Messias, da Advocacia-Geral da União; Wellington Lima e Silva, da Justiça; e Vinicius Carvalho, da Controladoria-Geral da União. Também foram convidados Carlos Vieira, presidente da Caixa, e Tarciana Medeiros, presidente do Banco do Brasil.
O evento é organizado pelo ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, e pelo coordenador do grupo Prerrogativas, Marco Aurélio de Carvalho. Segundo interlocutores de Lula, o presidente deve falar de forma mais enfática sobre responsabilidade fiscal, embora sem anunciar medidas específicas.
Aliados esperam ainda que Lula apresente uma orientação mais clara para a economia e indique posições sobre uma eventual reforma do Judiciário. Parte dos empresários convidados teria dúvidas sobre os rumos econômicos de um possível novo governo Lula e não apoiaria necessariamente a candidatura de Flávio Bolsonaro.
Em 31 de agosto, Lula participou de outro encontro com empresários e banqueiros no Palácio da Alvorada. A reunião contou com 16 participantes, e a avaliação de integrantes do governo foi de que a fala do presidente apresentou poucas definições sobre a política econômica.
Marco Aurélio de Carvalho afirmou que o encontro também pretende apresentar Flávio Bolsonaro como uma alternativa sem segurança e previsibilidade para os negócios. A avaliação foi feita no contexto da disputa eleitoral e representa a posição do organizador do evento.
Fonte: O Globo