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segunda-feira, 05 de outubro de 2026

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POLÍTICA

STF inicia julgamento sobre validade de mudanças na Lei da Ficha Limpa

STF inicia julgamento para decidir se alterações na Lei da Ficha Limpa, feitas pelo Congresso, são constitucionais, impactando candidaturas em 2026

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STF inicia julgamento sobre validade de mudanças na Lei da Ficha Limpa

O Supremo Tribunal Federal (STF) começou nesta sexta-feira o julgamento para determinar a constitucionalidade das mudanças na Lei da Ficha Limpa, aprovadas pelo Congresso em 2025. A análise terá impacto direto na elegibilidade de políticos como Anthony Garotinho, Eduardo Cunha e José Roberto Arruda, que podem ficar impedidos de concorrer às eleições de 2026.

A controvérsia centra-se na validade das alterações no prazo de inelegibilidade. Com as mudanças, o período começa a contar a partir da condenação por órgão colegiado ou da renúncia ao mandato, e não mais após o cumprimento total da pena, como previsto anteriormente. Ainda assim, a nova norma estabelece um teto máximo de 12 anos de inelegibilidade, independentemente do número de condenações.

O partido Rede Sustentabilidade questionou a alteração, alegando que ela descaracterizou as proteções à probidade e moralidade na administração pública. A Advocacia-Geral da União (AGU) defendeu as mudanças, afirmando que o texto preservou o prazo de oito anos e aprimorou o sistema, com o aval do presidente Lula na vetação de artigos considerados inconstitucionais.

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, pediu a suspensão de três mudanças, incluindo a que limita a contagem do período de inelegibilidade em condenações por fatos semelhantes, além de contestar a regra que permite a diplomação após o registro da candidatura. Gonet alertou que a contagem simultânea de períodos de inelegibilidade, em alguns casos, é inconstitucional, especialmente quando o condenado já tem os direitos políticos suspensos.

Entidades da sociedade civil, como o Instituto Não Aceito Corrupção, também manifestaram-se contrariamente às mudanças, considerando-as um retrocesso na proteção à integridade eleitoral. O julgamento do STF, iniciado nesta sexta-feira, continuará analisando esses pontos, com forte repercussão para o cenário político nacional.

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