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A Polícia Federal abriu inquérito para investigar a entrada irregular de bagagens em um jatinho particular que pousou em São Roque, interior de São Paulo, em abril de 2025. O voo, vindo de São Martinho, no Caribe, transportava o presidente da Câmara, Arthur Lira, o líder do PP, senador Ciro Nogueira, e outros parlamentares. O jatinho pertence a Fernando Oliveira Lima, conhecido como Fernandin OIG, dono da One Internet Group e alvo da CPI das Bets.
A investigação apura se houve prevaricação ou facilitação de contrabando. Imagens de segurança mostram um tripulante passando com malas e sacolas por fora do aparelho de raio-x do terminal executivo. A PF afirma que não é possível determinar a quem pertencem as bagagens nem seu conteúdo.
Inicialmente sob responsabilidade da PF, o caso foi remetido ao Supremo Tribunal Federal (STF) em 13 de abril devido à presença de parlamentares com foro privilegiado. O Ministério Público Federal pediu a remessa, pois não descarta o envolvimento de deputados e senadores nos crimes investigados.
O ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no STF, enviou o processo à Procuradoria-Geral da República (PGR) para manifestação. Arthur Lira declarou ter cumprido os protocolos aduaneiros e aguardará a manifestação da PGR. Ciro Nogueira, Isnaldo Bulhões e Dr. Luizinho não comentaram o caso.
Fernando Oliveira Lima, proprietário da aeronave, já foi alvo da CPI das Bets em 2024, com pedido de indiciamento por exploração ilegal de jogos de azar. Em 2025, a PF já havia solicitado ao STF autorização para investigar as conexões de Lima com Ciro Nogueira, após reportagem da revista Piauí revelar viagens conjuntas e transferências financeiras suspeitas.