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sábado, 07 de novembro de 2026

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POLÍTICA

Família de Moraes processa senador Vieira por declarações

Família do ministro Alexandre de Moraes processa o senador Alessandro Vieira por danos morais, pedindo R$ 60 mil. Senador nega ter associado familiares do ministro ao PCC e afirma que se referiu a transações com o Banco Master.

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A família do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), entrou com um processo por danos morais contra o senador Alessandro Vieira (MDB-SE). O pedido de indenização totaliza R$ 60 mil e se refere a declarações dadas por Vieira em entrevista ao SBT News no dia 15 de março.

Os autores da ação são a esposa do ministro, Viviane Barci de Moraes, e os filhos do casal, Giuliana Barci de Moraes e Alexandre Barci de Moraes. Segundo a petição inicial, eles acusam o senador de tê-los associado falsamente à facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).

O juiz Fabio de Souza Pimenta determinou a citação do senador em 8 de abril, concedendo 15 dias úteis para a apresentação de defesa. Anteriormente, o magistrado já havia apontado que a petição inicial se baseava em reparação por danos morais, e não em imputação explícita de conduta criminal.

A família de Moraes classificou as suposições como fraudulentas e abusivas, ressaltando a inexistência de apurações formais contra eles ou o escritório de advocacia do ministro.

Na entrevista ao SBT News, Vieira afirmou que há informações sobre circulação de recursos entre o PCC e familiares de ministros do STF, incluindo Dias Toffoli e Alexandre de Moraes. O senador questionou se a contratação do escritório de advocacia da família de Moraes pelo Banco Master correspondia aos valores recebidos, sugerindo que não.

Em suas redes sociais, Alessandro Vieira confirmou o recebimento da intimação e negou ter declarado que a família de Moraes recebeu dinheiro do PCC. Ele afirmou que disse que os familiares receberam recursos do Banco Master, o que ele considera um fato notório. O senador classificou a ação como uma tentativa de intimidação.

O Supremo Tribunal Federal foi contatado, mas não respondeu até a última atualização desta reportagem.

Fonte: O GLOBO

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