A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do INSS chega ao seu desfecho nesta sexta-feira (27) com a votação do relatório do deputado Alfredo Gaspar (União-AL). A sessão é marcada pela disputa entre oposição e a base do governo, que articula uma versão alternativa do parecer. Parlamentares governistas afirmam ter votos para rejeitar o texto original e apresentar um voto em separado, alinhado ao Palácio do Planalto.
O deputado Paulo Pimenta (PT-RS) confirmou a articulação: "Temos votos suficientes para não aprovar o texto do relator". A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de barrar a prorrogação dos trabalhos impôs o prazo final para encerramento, tornando a votacão o último ato da comissão, que teve intensos embates políticos.
O relatório alternativo governista aponta fraudes estruturais e sistêmicas no INSS, com maior permissividade durante o governo de Jair Bolsonaro. O documento defende a existência de um esquema organizado e sugere a responsabilização de mais de cem pessoas. A base aliada argumenta que o parecer de Gaspar possui motivação eleitoral e busca desgastar o governo Lula às vésperas da eleição de 2026.
A oposição espera que o relatório de Gaspar critique a atuação do governo e mencione figuras ligadas ao presidente Lula. A sessão final ocorre após semanas de tensão e em um contexto de articulação entre PT e Centrão para encerrar os trabalhos.
Caso o relatório de Gaspar não seja aprovado, a base governista tentará viabilizar o voto em separado como documento oficial da CPI. Há também a possibilidade de a sessão terminar apenas com a leitura do parecer, sem votação, o que deixaria a comissão sem um relatório formal aprovado, cenário que o governo busca evitar.
Fonte: G1