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quarta-feira, 23 de setembro de 2026

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POLÍTICA

Mendonça defende prorrogação da CPMI do INSS por até 60 dias

Ministro do STF André Mendonça votou pela manutenção de sua decisão que prorroga os trabalhos da comissão por até 60 dias, citando cumprimento de requisitos legais e a necessidade de garantir o direito da minoria política. Investigação apura descontos indevidos no INSS e supostas ligações do Banco Master.

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Mendonça defende prorrogação da CPMI do INSS por até 60 dias

O ministro do STF André Mendonça votou nesta quinta-feira (26) a favor da prorrogação por até 60 dias dos trabalhos da CPMI do INSS. Mendonça já havia decidido pela extensão do prazo em caráter liminar, e agora busca a validação da decisão pela Corte. O ministro argumentou que o pedido de prorrogação cumpre os requisitos legais, incluindo o número de assinaturas necessário. Ele ressaltou a importância de garantir o direito da minoria política e alertou contra a criação de obstáculos que pudessem inviabilizar o andamento das investigações dentro do prazo original, que se encerra no próximo sábado (28). O julgamento continua com o voto dos demais ministros.

Anteriormente, Mendonça havia dado um prazo de 48 horas para que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, lesse o requerimento de prorrogação. Na ausência de cumprimento, a prorrogação seria automática. A medida atendeu a um pedido do presidente da CPMI, senador Carlos Viana, que alegou omissão por parte da direção do Senado. Diante da inércia, Viana já havia tentado prorrogar a comissão por até 120 dias.

A CPMI do INSS investiga desde agosto do ano passado descontos indevidos em benefícios de aposentados e pensionistas. Mais recentemente, a comissão passou a apurar supostas ligações do Banco Master com a concessão irregular de empréstimos consignados. Nas últimas semanas, a CPMI foi alvo de acusações de vazamento de conversas pessoais do dono do banco, Daniel Vorcaro, cujos dados foram apreendidos pela Polícia Federal e repassados à comissão com autorização de Mendonça.

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