O Banco Central, que no final do ano passado enfrentava pressões do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Tribunal de Contas da União (TCU) no caso do Banco Master, vê agora uma nova perspectiva na investigação. Ministros de ambas as cortes haviam tentado interferir no andamento do caso, com o então ministro Dias Toffoli, do STF, convocando uma "acareação" e o ministro Jhonatan de Jesus, do TCU, ameaçando reverter a liquidação do banco. A Polícia Federal também sofreu tentativas de interferência por parte de Toffoli em janeiro.
A situação mudou drasticamente. O relator do caso no STF agora é o ministro André Mendonça, e técnicos do TCU desqualificaram a atuação do ministro Jhonatan de Jesus. O principal investigado, Daniel Vorcaro, tido como fraudador, está preso e negocia um acordo de delação premiada com a Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da União.