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sexta-feira, 06 de novembro de 2026

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Jornal Diário do Povo

ENERGIA

Pedido de informações não confirma contrato de energia para data center no Paraguai

A Câmara paraguaia pediu à ANDE detalhes sobre possíveis acordos de energia para o data center, mas o expediente ainda estava em trâmite em 6 de novembro.

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A Câmara dos Deputados do Paraguai aprovou em 27 de outubro um pedido para que a estatal de energia ANDE informe se negocia o fornecimento de eletricidade ao centro de dados anunciado por Crusoe e Araico. O expediente ainda aparecia “em trâmite” no registro legislativo consultado em 6 de novembro: a aprovação do pedido não representa, por si só, autorização ou confirmação de um contrato.

Os deputados querem saber se existe contrato, pré-contrato, memorando de entendimento ou outro instrumento entre a ANDE e as empresas. Se não houver contrato assinado, pediram informações sobre o estágio das negociações e uma eventual previsão para formalizá-lo. O pedido também solicita cópias dos documentos existentes.

Outra parte da consulta trata das condições do possível fornecimento: potência, tarifas e prazo. Os parlamentares pediram ainda uma avaliação sobre como o projeto poderia afetar o balanço energético do Paraguai e a disponibilidade de eletricidade para os demais consumidores. Esses pontos são perguntas dirigidas à ANDE, não conclusões sobre os efeitos do empreendimento.

A distribuição da energia ajuda a entender por que a estatal foi questionada. Segundo a Itaipu Binacional, no Paraguai a eletricidade da usina chega ao sistema interconectado pela subestação da Margem Direita. A Itaipu fornece energia até os pontos de conexão, e a ANDE responde pelo transporte aos consumidores paraguaios.

O projeto foi anunciado pela Crusoe em 22 de outubro, em parceria com a desenvolvedora paraguaia Araico. A empresa informou que a instalação ficará junto à subestação de Itaipu e terá uma etapa inicial com caminho para alcançar 106 megawatts de capacidade de tecnologia da informação. A Crusoe também mencionou opções de expansão de longo prazo para aproximadamente 280 megawatts no total. Esses números descrevem a capacidade apresentada pela empresa, não os termos de um fornecimento confirmado pela ANDE.

No anúncio, a Crusoe previu uma entrada em operação inicial em meados de 2027. A empresa atribuiu à Araico a liderança do desenvolvimento local e da infraestrutura do local; a Crusoe disse que administrará e operará a computação física e oferecerá serviços de nuvem a clientes dos Estados Unidos e da América Latina. A previsão de operação foi divulgada pela companhia e não confirma que a construção ou o funcionamento já começaram.

Em 4 de novembro, o Senado paraguaio também registrou o encaminhamento a uma comissão de um pedido de informações ao Poder Executivo sobre acordos e contratos relacionados ao uso de energia de Itaipu por centros de dados e empresas vinculadas ao enviado americano Christopher Landau. Esse expediente também constava como em trâmite. Os registros disponíveis, portanto, documentam solicitações de esclarecimento; não apresentam uma decisão final sobre o fornecimento ao projeto da Crusoe e da Araico.

Fontes: Sistema de Información Legislativa del Paraguay (SILpy), Câmara dos Deputados; Câmara dos Deputados do Paraguai; Crusoe; Itaipu Binacional; Banco Central do Paraguai; Sistema de Información Legislativa del Paraguay (SILpy), Senado

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