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Integrantes do governo passaram a considerar o ministro da Fazenda, Dario Durigan, favorito para permanecer no cargo no quarto mandato de Luiz Inácio Lula da Silva, segundo informação publicada pelo jornal O Globo nesta sexta-feira (6). A avaliação fortalece a possibilidade de continuidade no comando da equipe econômica, mas ainda não representa uma decisão anunciada pelo presidente.
O movimento ocorre enquanto Durigan conduz a preparação das propostas fiscais para o próximo governo. Após participar da reunião com Lula, ministros e economistas no Palácio da Alvorada, na quinta-feira (5), ele afirmou que trabalhará com o ministro do Planejamento, Bruno Moretti, para apresentar medidas ao presidente depois de sua viagem internacional, na segunda metade de novembro.
O encontro discutiu diagnósticos e caminhos para a economia, sem definição de medidas específicas, segundo Durigan. Sua participação na elaboração das propostas mantém o atual titular da Fazenda no centro das decisões que poderão orientar o próximo mandato.
A continuidade oferece ao governo a possibilidade de preservar a equipe e o trabalho em andamento. Politicamente, porém, a condução das propostas atuais não assegura a permanência: Lula ainda precisa definir quem terá a responsabilidade de executar a agenda econômica a partir de 2027.
Na terça-feira (3), Durigan havia afirmado que não discutira com o presidente uma mudança no comando da pasta. Na ocasião, disse que vinha apresentando propostas e diagnósticos e que respeitaria o momento escolhido por Lula para tratar da composição ministerial.
O crescimento de suas chances ocorre em meio às resistências enfrentadas por outros nomes. Reportagem da Folha de S.Paulo apontou objeções de aliados à possível indicação do governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles (PT), especialmente pelo custo político de deixar o mandato estadual e pela avaliação de que ainda precisaria demonstrar experiência na articulação federal. Folha
Novo elemento, entretanto, exige cautela na interpretação da situação de Fonteles
Embora não tenha participado da reunião ampliada no Alvorada, o governador esteve reservadamente com Lula no dia anterior, segundo informação confirmada pelo UOL. O encontro mostra que havia interlocução direta com o presidente e impede interpretar sua ausência na quinta-feira, isoladamente, como afastamento das discussões.
A conversa reservada também não confirma um convite. Até o momento, os relatos disponíveis descrevem alternativas em avaliação, sem anúncio presidencial sobre o futuro titular da Fazenda.
Nesta sexta-feira, o ministro do Desenvolvimento Social, Wellington Dias, afirmou que Lula deverá definir a composição do novo governo após retornar da COP31, na Turquia. Segundo ele, o presidente pretende estabelecer primeiro as prioridades de cada ministério e, depois, escolher os responsáveis por executá-las.
Fonte: O Globo