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O Serviço de Situações de Emergência da Ucrânia informou nesta sexta-feira que subiu para 50 o número de mortos no ataque atribuído por Kiev ao Exército russo contra um edifício que recebia ajuda alimentar em Komychuvakha, na região de Zaporíjia. O bombardeio ocorreu em 2 de novembro, a cerca de 15 quilômetros da frente de batalha.
O balanço anterior apontava 40 vítimas. As equipes de emergência continuam as buscas por corpos sob os escombros, apesar das condições difíceis e do risco de novos ataques, segundo o órgão ucraniano.
A missão de observação da ONU na Ucrânia acusou o Exército russo de ter conhecimento da distribuição humanitária no local ou de não ter adotado medidas básicas de segurança antes do ataque. As autoridades russas não comentaram o caso.
Blogueiros militares russos afirmaram que o edifício abrigava um ponto temporário de deslocamento de operadores de drones ucranianos. A informação não foi confirmada pelas autoridades citadas.
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, classificou o ataque como horrível e disse que ele ocorreu quando deveriam ser retomadas as negociações com Moscou. As conversas, mediadas pelos Estados Unidos, estão previstas para 10 e 11 de novembro, em Abu Dhabi.
Na quinta-feira, representantes russos e ucranianos se reuniram na Casa Branca com a primeira-dama dos Estados Unidos, Melania Trump. Ela defendeu um cessar-fogo mais duradouro entre os dois países e afirmou que a trégua de uma semana em Oleshky, no sul da Ucrânia, poderia servir de inspiração para novos esforços de paz.
Fonte: O Globo