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sábado, 07 de novembro de 2026

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TECNOLOGIA

Apple limita sugestões de termos políticos no teclado do iPhone

Pesquisador identifica lista da Apple que restringe sugestões automáticas e a digitação por gestos de milhares de termos no iPhone.

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O pesquisador Derik Kauffman afirmou na sexta-feira (6) ter identificado uma lista não divulgada da Apple com dezenas de milhares de palavras e expressões que o teclado do iOS não sugere automaticamente nem permite inserir por gestos no iPhone.

A restrição não impede que os usuários digitem os termos manualmente em mensagens e e-mails. Segundo Kauffman, a maioria das expressões está relacionada a conteúdo vulgar, ofensivo, drogas, sexo ou violência, mas a lista também inclui termos políticos.

Entre os exemplos citados estão dictator Trump (Trump ditador), sleepy Joe (Joe sonolento), right wing conspiracy (conspiração da direita) e United Ireland (Irlanda unificada).

A Apple não respondeu diretamente sobre o tamanho e a composição da lista nem sobre os critérios para incluir expressões políticas. A empresa afirmou que os usuários podem digitar palavras ou frases específicas e que o teclado foi configurado para evitar sugestões consideradas inadequadas ou ofensivas.

Kauffman disse ter encontrado a lista em setembro, ao investigar falhas no recurso de digitação por gestos, que permite escrever deslizando o dedo entre as letras. Com auxílio das ferramentas Codex, da OpenAI, e Claude Code, da Anthropic, ele localizou os termos armazenados no sistema operacional da Apple.

Segundo o pesquisador, uma estimativa conservadora aponta para cerca de 100 mil termos, sem contar os caracteres chineses. A Reuters testou parte das expressões e constatou dificuldades para inseri-las por gestos ou ausência delas nas sugestões automáticas.

Matt Suiche, engenheiro da empresa de cibersegurança Tolmo, afirmou ter recuperado a mesma lista de forma independente e comparado os resultados com dados internos da Apple. Para ele, o material ajuda a entender como a comunicação pode ter sido influenciada por filtros em aplicativos de mensagens.

David Greene, consultor jurídico sênior da Electronic Frontier Foundation, questionou a falta de transparência sobre os critérios da Apple. Ele afirmou que o recurso pode evitar sugestões indesejadas, mas defendeu que os usuários sejam informados e possam personalizá-lo.

Fonte: g1

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