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O Google informou em 3 de novembro de 2026 que escolas que utilizam suas ferramentas em sala de aula precisarão aceitar o uso de inteligência artificial para manter o acesso ao mecanismo de busca da empresa. A mudança vale para instituições de ensino fundamental e médio.
A empresa anunciou que Gemini, Gemini Notebook e o buscador ficarão desativados por padrão. Administradores poderão habilitar ou desabilitar individualmente as ferramentas, mas as escolas que recusarem a inteligência artificial também perderão o acesso à busca do Google.
Segundo o Google, o buscador será atualizado para apoiar o aprendizado, com orientações passo a passo para a resolução de problemas. A proposta é evitar que os estudantes recebam apenas respostas prontas para as tarefas.
A decisão ocorre após críticas ao uso de tecnologias da empresa nas escolas. Em agosto, o Google havia anunciado a ativação do chatbot Gemini para muitos alunos da educação básica que utilizam o Google Classroom.
Chris Phillips, vice-presidente e gerente-geral de educação do Google, afirmou que as escolas devem ter controle sobre o uso da inteligência artificial e que a empresa oferece ferramentas para ajudar os administradores a gerenciar essa abordagem.
Lina Khan, ex-presidente da Comissão Federal de Comércio dos Estados Unidos, acusou o Google de usar sua posição no mercado de buscas para pressionar as escolas a adotar inteligência artificial. A empresa não foi citada no conteúdo com uma resposta específica à crítica.
Josh Golin, diretor-executivo da organização Fairplay, defendeu que as escolas desativem as ferramentas de inteligência artificial e considerem abandonar também outros produtos do Google. Ele afirmou que a tecnologia não seria segura para crianças e poderia prejudicar a educação e o pensamento crítico.
Fonte: g1