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O Comitê Central de Eleições de Israel informou nesta quarta-feira, 4 de novembro de 2026, que não encontrou irregularidades capazes de comprometer a integridade da votação realizada na semana anterior. A conclusão rejeita acusações de fraude feitas pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e aliados.
Após receber os resultados da auditoria, o presidente Isaac Herzog condenou declarações racistas dirigidas à população árabe-israelense durante a campanha. Ele afirmou respeitar a sociedade árabe e valorizar sua contribuição para o país.
As suspeitas ganharam força depois que o presidente da comissão eleitoral pediu ao Shin Bet, serviço de inteligência interna de Israel, uma investigação sobre possível influência estrangeira no pleito. A oposição acusou Netanyahu de usar a narrativa para tentar impedir a nomeação de parlamentares eleitos, embora também tenha defendido a apuração de eventuais interferências.
O Likud, partido de Netanyahu, chamou o suposto esquema de "Ra'amgate" em uma publicação na rede social X. Fontes citadas pela imprensa israelense disseram que a suspeita envolvia possível repasse ilegal de recursos do Catar a organizações árabes para estimular a participação de árabes-israelenses, mas a comissão eleitoral afirmou não ter encontrado irregularidades que afetassem a eleição.
Herzog será responsável por convidar um parlamentar a formar o governo, levando em conta quem tem mais chances de reunir uma coalizão. Se o primeiro indicado fracassar, o presidente poderá conceder 28 dias a outro parlamentar; em caso de novo insucesso, a maioria do Knesset poderá pedir uma terceira indicação, com prazo de 14 dias.
Fonte: O Globo