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A permanência do Partido Colorado no poder é um fator de continuidade. A legenda, dominante no Paraguai desde 1947, apoiou a queda de Peña e, segundo a análise citada na notícia, Pedro Alliana deve governar com forte dependência do partido. Por isso, a troca na Presidência não implica, por si só, uma mudança significativa nas políticas do país.
A relação com Washington também não dependia exclusivamente de Peña. A especialista Flávia Loss aponta interesses estratégicos dos Estados Unidos ligados ao excedente de energia elétrica de Itaipu, inclusive em projetos de centros de dados. Esses vínculos de longo prazo ajudam a explicar por que a aliança pode continuar apesar da saída do presidente.
Há, porém, incerteza sobre o alcance da mudança: Juan Agulló afirma que será necessário observar o alinhamento de Alliana e aponta potencial elevado de instabilidade no curto prazo, especialmente até que o Banco Central devolva o dinheiro às pessoas afetadas pela quebra do Ueno Bank.
Fontes e material de referência: Impeachment de Peña abala narrativa da extrema direita no Paraguai