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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta terça-feira (3) que pretende encerrar até o fim de 2026 o acordo de cooperação de segurança com Israel, que prevê o envio anual de US$ 3,8 bilhões ao país até 2028. Após a declaração, o líder da oposição israelense, Gadi Eisenkot, afirmou que o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu deve ser substituído.
Em entrevista ao programa Fox and Friends, Trump disse que os Estados Unidos continuarão ajudando Israel caso o país precise, mas avaliou que o aliado não depende mais dos recursos americanos. Segundo o presidente, Netanyahu já havia manifestado interesse em reduzir essa dependência.
O acordo entrou em vigor em 2019 e foi assinado três anos antes, durante o governo do ex-presidente Barack Obama. Os recursos são destinados à compra de armamentos fabricados nos Estados Unidos, embora Israel possa continuar adquirindo equipamentos com dinheiro próprio caso a assistência seja encerrada.
Trump também relacionou a decisão ao aumento das críticas a Israel na política americana. Ele citou a campanha do democrata Abdul El-Sayed, que disputa uma vaga no Senado e tem defendido posições críticas ao governo israelense. Nos Estados Unidos, cabe ao Congresso aprovar a destinação dos recursos federais.
Eisenkot afirmou que o sistema de defesa israelense soube da mudança pela imprensa, assim como a população. Para o opositor, a forma como a decisão foi comunicada demonstra que Netanyahu não é mais confiável e deve deixar o cargo.
Netanyahu defendeu em diferentes ocasiões a ampliação da autonomia militar de Israel e a redução da dependência em relação a Washington. Em maio, segundo a fonte, ele declarou que gostaria de reduzir a ajuda americana a zero.
Nas eleições de 27 de outubro, nem Netanyahu nem Eisenkot conseguiram maioria parlamentar. Partidos árabes conquistaram 19 das 120 cadeiras do Parlamento, enquanto a oposição prometeu formar rapidamente um governo para retirar Netanyahu do poder, sem detalhar como isso seria feito.
Fonte: O Globo