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As pesquisas divulgadas antes das eleições de meio de mandato dos Estados Unidos, realizadas nesta terça-feira (3), apontam vantagem do Partido Democrata, mas analistas avaliam que o cenário pode não se confirmar após a apuração.
O pleito é tratado por muitos analistas como um referendo sobre o presidente Donald Trump, que, segundo o conteúdo, registra baixos índices de popularidade. Levantamentos do New York Times em parceria com a Siena University chegaram a indicar uma possível "onda azul", com avanço democrata na Câmara e no Senado.
Dos 435 assentos da Câmara em disputa, estimativas citadas pela Reuters apontam que apenas 40 a 50 têm competição efetiva. Projeções mais conservadoras preveem que os democratas conquistem de cinco a 20 cadeiras, o que poderia garantir maioria, mas com margem limitada para confrontar o Executivo.
No Senado, os democratas precisam conquistar cinco cadeiras a mais que os republicanos para reverter a maioria. A tarefa inclui disputas em estados historicamente republicanos, como Texas, Alasca, Ohio e Michigan.
Nate Cohn, chefe de análise política do New York Times, afirmou que há precedentes recentes de pesquisas que superestimaram o eleitorado democrata. Ele também apontou que apoiadores de Trump podem estar menos dispostos a responder aos levantamentos, aumentando o risco de erro nas projeções.
A apuração pode levar tempo. Maine e Alasca podem concluir a contagem apenas na quarta-feira, enquanto disputas apertadas para a Câmara, especialmente em estados com grande volume de votos pelo correio, como a Califórnia, também podem permanecer sem definição imediata.
Analistas esperam identificar ao longo da noite se a vantagem democrata representa uma "onda azul" ou uma "miragem azul". O voto antecipado, contado primeiro em vários estados decisivos para o Senado, favorece os democratas e pode produzir uma vantagem inicial em locais onde eles são considerados favoritos a perder, como Carolina do Sul e Flórida.
Fonte: O Globo