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Autoridades federais afirmaram que o gelo e as condições climáticas certamente foram fatores na queda de um Learjet que seguia do Texas para as Bahamas e caiu perto de Palm Beach, na Flórida, na tarde de domingo (1º). Nove pessoas morreram no acidente.
O avião, fabricado pela Bombardier, voava a 35 mil pés quando entrou em uma célula de tempestade, por volta das 12h48. A copiloto Nathalia Filgueiras, de 20 anos, relatou ao Centro de Controle de Tráfego Aéreo de Miami a presença de gelo leve e turbulência moderada.
Especialistas ouvidos na apuração avaliam que uma combinação de gelo, turbulência e possível erro humano pode ter provocado a queda. A investigação ainda está em fase inicial, e as autoridades não apontaram uma causa definitiva.
Segundo o Conselho Nacional de Segurança nos Transportes (NTSB), o gelo pode afetar a estrutura da aeronave, os motores, a estabilidade do voo e as indicações dos instrumentos. Uma camada de gelo na borda da asa também pode levar a uma perda repentina do controle.
O Learjet 60 tem três sistemas de degelo, mas especialistas afirmam que os pilotos precisam ativá-los. Entre as questões da investigação está saber se a tripulação foi alertada sobre as condições favoráveis ao acúmulo de gelo e se acionou os equipamentos.
O ex-investigador do NTSB Gregory A. Feith avaliou que a aeronave pode ter encontrado gelo transparente, formado por gotículas de água em suspensão. Ele também levantou a possibilidade de uma reação à turbulência ter provocado uma guinada e um estol da cauda, mas ressaltou que ainda é cedo para conclusões.
Tom Chapman, integrante do NTSB, disse que há indícios de que a aeronave já estivesse se desintegrando antes do impacto. Os investigadores ainda não informaram se houve falha estrutural, embora imagens tenham levantado questionamentos sobre os estabilizadores horizontais.
Fonte: O Globo