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Os governos dos Estados Unidos e do Irã indicaram nesta segunda-feira (2) avanços em conversas indiretas para evitar uma nova escalada de hostilidades, na véspera das eleições legislativas de meio de mandato americanas.
O presidente Donald Trump afirmou que um acordo com Teerã "poderia acontecer" e disse que o Irã deseja uma solução rápida. O vice-presidente JD Vance também declarou estar otimista e afirmou que houve avanços nas negociações.
O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, informou que as consultas com Washington estavam intensas e eram conduzidas por meio de mediadores. Segundo ele, Catar e Paquistão exerciam um papel ativo nas tratativas.
Uma autoridade iraniana de alto escalão afirmou que Teerã poderia reabrir o Estreito de Ormuz em dois dias se os Estados Unidos aceitassem suas exigências. Entre as condições estão um cessar-fogo em todas as frentes na região, o desbloqueio de ativos iranianos no exterior, o fim das sanções ao setor petrolífero e o encerramento do bloqueio naval americano aos portos do país.
As aproximações foram abaladas por uma reportagem do Wall Street Journal segundo a qual os Estados Unidos teriam atacado a ilha iraniana de Qeshm. A mídia estatal do Irã relatou cinco explosões no local, mas o Comando Central dos Estados Unidos não comentou imediatamente a informação.
Os sinais diplomáticos surgiram em meio à pressão eleitoral sobre o governo americano, diante do descontentamento com o conflito no Oriente Médio e do aumento dos preços dos combustíveis. Na segunda-feira, os preços do petróleo chegaram a cair mais de 7% com a expectativa de um possível acordo.
Fonte: O Globo