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sábado, 07 de novembro de 2026

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Cortes no SNAP alimentam insatisfação antes das eleições nos EUA

Cortes no SNAP atingem 465 mil pessoas no Arizona e podem influenciar disputas pela Câmara nas eleições de meio de mandato dos EUA.

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Cortes no programa federal de assistência alimentar SNAP deixaram cinco milhões de pessoas sem o benefício em janeiro e ampliaram a insatisfação no Arizona antes das eleições de meio de mandato dos Estados Unidos, realizadas nesta terça-feira, 3 de novembro.

No estado, mais de 465 mil beneficiários, incluindo 200 mil crianças, perderam o acesso ao programa. A situação pode influenciar duas disputas acirradas pela Câmara dos Representantes, onde a maioria republicana está em risco.

Christine, uma viúva aposentada de 67 anos, passou a recorrer mensalmente a um banco de alimentos em Tucson para complementar a renda e alimentar as duas crianças sob seus cuidados. Segundo ela, metade da aposentadoria é destinada ao aluguel.

A responsável pelo Banco Comunitário de Alimentos do Sul do Arizona, Natalie Jayroe, afirmou que a rede atende neste ano 50 mil pessoas a mais que o normal devido aos cortes na assistência federal. Ela disse que eleitores insatisfeitos, inclusive alguns que votaram no governo Trump, podem fazer diferença no estado.

Óscar Ochoa, de 65 anos, também perdeu o benefício e voltou a trabalhar como motorista de ônibus depois de se aposentar. Veterano militar, ele votou pelo correio em candidatos democratas e afirmou que a lei orçamentária beneficiou os mais ricos.

Em um distrito que inclui parte de Tucson, a democrata Joanna Mendoza concentra a campanha no poder de compra e relata ter crescido em uma família que dependia de cupons para comprar alimentos. O republicano Juan Ciscomani, que busca a reeleição, tenta se distanciar de Trump e afirma que não será uma marionete de ninguém.

Angélica Garcia, de 45 anos, contou que o processamento de seu pedido do SNAP demorou mais de dois meses após mudanças na política. Durante o período, suas filhas, de 14 e 22 anos, sobreviveram com arroz, feijão e macarrão; agora, ela pede aos vizinhos que votem.

Fonte: O Globo

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