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sábado, 07 de novembro de 2026

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Ciclistas atacam mulheres trans em parque de Buenos Aires

Grupo de ciclistas agride mulheres trans em parque de Buenos Aires e publica vídeos do ataque nas redes sociais.

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Um grupo de jovens ciclistas atacou várias mulheres trans nos Bosques de Palermo, em Buenos Aires, na Argentina, e publicou vídeos da ação nas redes sociais na noite de segunda-feira. Pelo menos seis vítimas ficaram feridas, segundo a Defensoria LGBT da cidade, que prepara uma denúncia criminal contra os envolvidos.

De acordo com os relatos apresentados à Defensoria, os agressores passaram de bicicleta e arremessaram paus, pedras, cones, vidros e outros objetos contra as vítimas. Uma delas perdeu uma das orelhas, enquanto outra sofreu cortes nos pés durante a tentativa de fuga.

As imagens mostram jovens usando cones de trânsito durante o ataque e dirigindo insultos às mulheres. Um dos envolvidos publicou no Instagram a frase "Agora me chamam de matatrans", acompanhada de emojis, enquanto outras postagens traziam provocações contra as vítimas.

A cientista política e ativista LGBT Gabriela Ivy afirmou, em um programa de streaming, que entre 50 e 60 jovens participaram da ação. Segundo ela, o ataque teria sido planejado por semanas e envolvido ciclistas que praticam stunt bike, mas a quantidade de participantes e a organização ainda são alvo de apuração.

Ao menos seis contas do Instagram foram apontadas como relacionadas à organização de um passeio de bicicleta realizado antes do ataque. Após a agressão, o grupo Quilmes al Grau afirmou que os responsáveis não faziam parte do passeio oficial e haviam desviado do trajeto.

Um dos organizadores, identificado como Mariano, disse que cerca de 300 pessoas estavam reunidas e que as agressões partiram de aproximadamente dez participantes. Ele repudiou os ataques, mas alegou que um adolescente de 15 anos teria sido atingido por uma pessoa trans antes das represálias.

O episódio ocorreu poucos dias antes da Marcha do Orgulho, marcada para 7 de novembro. A Defensoria LGBT trabalha na formalização da denúncia criminal contra os envolvidos.

Fonte: O Globo

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