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sábado, 07 de novembro de 2026

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Oriente Médio teme nova escalada entre EUA e Irã após eleições

Moradores e empresas do Oriente Médio reforçam medidas de segurança diante do temor de novos ataques entre Estados Unidos e Irã após as eleições.

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Moradores de países do Oriente Médio enfrentam apreensão às vésperas das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, diante do risco de retomada dos ataques entre Washington e Teerã. O presidente Donald Trump descartou uma ofensiva antes da votação, mas não informou quais serão os próximos passos do governo depois do pleito.

Nos países árabes do Golfo, a incerteza já afeta a rotina de moradores, empresas e instituições. Viagens são antecipadas, escolas e escritórios adotam medidas preventivas, e há preocupação com possíveis interrupções no transporte aéreo.

Relatos sobre o deslocamento de tropas americanas para a região e a saída de familiares de diplomatas dos Estados Unidos aumentaram a apreensão. Na Arábia Saudita, grandes eventos foram cancelados e empresas passaram a operar remotamente, segundo moradores ouvidos pela CNN.

O pesquisador Hasan Alhasan, do Instituto Internacional de Estudos Estratégicos, afirmou que os sinais emitidos pelos Estados Unidos ampliam a insegurança regional. Segundo ele, ficou difícil distinguir entre estratégias de pressão e indícios de uma nova escalada.

Do lado iraniano, comandantes militares intensificaram declarações sobre estoques de armamentos. Um funcionário da área de segurança em Teerã disse à CNN que, em caso de retomada do conflito, o Irã poderia ampliar os alvos para além de instalações petrolíferas.

Apesar da tensão, Washington e Teerã mantêm contatos diretos e indiretos por meio de intermediários. O secretário de Estado americano, Marco Rubio, afirmou que as conversas continuam, enquanto autoridades iranianas disseram estar abertas ao diálogo, mas rejeitaram ceder às pressões dos Estados Unidos.

O embaixador americano na Turquia e enviado especial para a Síria e o Iraque, Tom Barrack, declarou à CNN acreditar na possibilidade de avanços nas próximas semanas. Ele ressaltou, porém, que um acordo dependerá de confiança e da definição de quem dará o primeiro passo.

Fonte: O Globo

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