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Democratas e republicanos encerram nesta segunda-feira, 2 de novembro, a campanha para as eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, que definirão o controle do Congresso a partir de janeiro. A votação ocorre nesta terça-feira, 3 de novembro.
As pesquisas apontam alta probabilidade de os democratas retomarem o controle da Câmara dos Deputados e indicam possibilidade de vitória também no Senado. O partido concentrou os últimos dias em temas como corrupção e custo de vida, enquanto o presidente Donald Trump e os republicanos mobilizaram a base com uma vantagem financeira nas campanhas.
Trump marcou um discurso para as 14h, no horário local, diante do Memorial Lincoln, em Washington. O presidente afirmou que pode se tornar o “Sr. Veto” para barrar iniciativas legislativas da oposição caso os democratas conquistem uma ou as duas Casas.
Os republicanos esperam manter ao menos uma das Casas e acusam os adversários de promover uma “guerra cultural”. Se vencerem nas duas Casas, os democratas pretendem abrir investigações sobre Trump, seu governo e sua família, além de bloquear indicações presidenciais e cortar o financiamento da guerra no Irã, segundo o conteúdo original.
Os eleitores vão renovar as 435 cadeiras da Câmara, 35 das 100 vagas do Senado e 36 governos estaduais. A votação antecipada alcançou 53 milhões de votos, e David Becker, diretor executivo do Centro para Inovação e Pesquisa Eleitoral, afirmou à CBS que a participação total pode bater recorde.
Para assumir o controle do Senado, os democratas precisam conquistar quatro cadeiras. As campanhas gastaram quase US$ 11 bilhões em publicidade, com recursos de doadores como Elon Musk, que destinou quase US$ 500 milhões a candidatos republicanos, e George Soros, que apoia candidatos democratas e concorrentes de esquerda a cargos estaduais e municipais.
No Alasca, uma disputa envolvendo dois candidatos com o mesmo nome levou o governo Trump à Justiça para tentar impedir a homologação do resultado caso o senador republicano Dan S. Sullivan seja derrotado. O governo estadual abriu uma investigação sobre o caso.
Fonte: O Globo