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O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos denunciou neste sábado (31) a morte de Mohammad el Shami, funcionário iemenita da agência, sob custódia dos houthis no Iêmen.
El Shami estava detido arbitrariamente pelo grupo desde 6 de junho de 2024. Segundo o alto-comissário da ONU, Volker Turk, a família foi informada recentemente sobre a morte, ocorrida mais de um mês antes.
As causas e as circunstâncias da morte não foram esclarecidas pelos houthis, que não haviam se manifestado até a publicação do relato. Turk pediu a divulgação dos registros médicos e de detenção, a preservação das provas e uma investigação independente.
“A família de Mohammad merece saber a verdade”, afirmou Turk, que também pediu a libertação imediata e incondicional de funcionários da ONU, trabalhadores humanitários e integrantes da sociedade civil ainda detidos. Segundo ele, sete colegas de sua agência continuam presos.
O primeiro-ministro iemenita Shaya al-Zindani condenou a morte e responsabilizou os houthis, de acordo com a rede britânica Sky News. Al-Zindani afirmou que mais de 70 funcionários da ONU, além de integrantes de organizações não governamentais, seguem detidos pelo grupo.
Os houthis alegam que os detidos fazem parte de uma rede de espionagem ligada aos Estados Unidos e a Israel. O grupo também acusa organizações humanitárias de usar suas atividades como cobertura para espionagem, sem apresentar provas, segundo o relato.
Fonte: O Globo