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Uma juíza federal dos Estados Unidos rejeitou a ação do Departamento de Justiça para impedir a confirmação do resultado da disputa por uma vaga no Senado pelo Alasca caso o candidato apoiado por Donald Trump seja derrotado.
O departamento alegou que eleitores poderiam confundir o senador republicano Daniel S. Sullivan com o independente Daniel J. Sullivan, derrotado nas primárias republicanas, e votar no candidato errado. A medida buscava condicionar a divulgação do resultado final a uma investigação sobre uma possível confusão nas urnas.
A juíza Sharon Gleason afirmou que o governo não apresentou um plano viável para resolver o suposto problema e preservar o sigilo do voto. Segundo ela, o tribunal não poderia conceder a medida solicitada.
O Departamento de Justiça informou que vai recorrer. Em comunicado, a pasta manteve a alegação de que Daniel J. Sullivan, também chamado de “Dan Chamariz”, teria entrado na disputa sem intenção séria e com o objetivo de confundir eleitores.
Daniel J. Sullivan é um professor aposentado que recebeu 2,5% dos votos nas primárias. A Justiça do Alasca autorizou sua candidatura, afirmando que as cédulas diferenciariam os dois candidatos com nomes semelhantes.
No estado, os eleitores indicam seus candidatos em ordem de preferência. O governador republicano Mike Dunleavy afirmou à Fox News que a controvérsia não existiria sem esse sistema.
Mary Peltola e a cúpula democrata negam a acusação de que a campanha tenha recrutado Daniel J. Sullivan para retirar votos dos republicanos. O FBI ampliou as investigações, mas juristas ouvidos na reportagem afirmaram que o suposto recrutamento deliberado de um candidato independente não é necessariamente ilegal.
A decisão foi a terceira derrota judicial do governo Trump em cerca de 48 horas, segundo a reportagem. Na sexta-feira, uma juíza federal proibiu o Departamento de Justiça de intimidar autoridades eleitorais que não cumprissem exigências relacionadas a investigações sobre a presença de imigrantes em situação irregular nas listas de eleitores.
No mesmo dia, um tribunal de apelações da Califórnia rejeitou um pedido da Casa Branca para separar 20 mil cédulas enviadas pelo correio, sob a suspeita de que seriam destinadas a pessoas que não são cidadãs americanas.
Fonte: O Globo