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O juiz norte-americano Darrin Gayles extinguiu em 1º de novembro de 2026, com resolução de mérito, a ação de indenização de US$ 10 bilhões movida pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contra o Wall Street Journal. Segundo a decisão, o processo contrariava a Primeira Emenda, que protege a liberdade de imprensa.
Trump havia processado a Dow Jones, empresa controladora do jornal, e seu diretor, Rupert Murdoch, sob a alegação de calúnia e violação das leis americanas de difamação. A ação foi apresentada após o veículo publicar uma reportagem sobre uma carta supostamente escrita por Trump para Jeffrey Epstein.
A carta, com linguagem sugestiva e um desenho do contorno do corpo de uma mulher, estava em um livro de 2003 sobre o aniversário de 50 anos de Epstein. O financista morreu na prisão em 2019.
Trump afirmou que a carta, que traz sua assinatura, era falsa e que os jornalistas inventaram a história para difamá-lo. Seus advogados sustentaram que o jornal deveria ter desconsiderado o documento porque Trump negou ter escrito a carta.
Gayles já havia rejeitado anteriormente o processo por difamação, que foi reapresentado pela equipe jurídica de Trump com o pedido de US$ 10 bilhões. Na nova decisão, o juiz afirmou que os advogados tentaram se agarrar a qualquer argumento para forjar falhas no trabalho dos jornalistas.
O magistrado concluiu que a equipe de Trump não provou que os réus agiram com “real má-fé”, requisito previsto na lei. Esse padrão exige demonstrar que o réu sabia que a declaração era falsa ou agiu com desrespeito à sua veracidade.
Segundo Gayles, a negativa de uma figura pública ou de sua equipe não caracteriza má-fé. Para o juiz, aceitar esse entendimento impediria jornalistas de publicar matérias negativas ou contraditórias sempre que uma acusação fosse negada.
Fonte: O Globo