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Arqueólogos encontraram em uma residência de Pompeia, na Itália, um armário de madeira soterrado desde a erupção do Vesúvio, em 79 d.C., com objetos que ajudam a reconstruir aspectos da vida cotidiana na antiga cidade romana.
O móvel foi identificado durante escavações em cômodos de uma casa na Via dell’Abbondanza. Entre os itens recuperados estão utensílios de maquiagem, um frasco de perfume, panelas, moedas de bronze, uma lamparina e recipientes de cerâmica e vidro.
O achado mais significativo é um colar infantil com pelo menos 24 peças de osso, pasta de vidro, cerâmica e cristal de rocha. Os pingentes representam divindades como Bes e Mercúrio, além de mãos, pés, pinhas e cachos de uva.
Conhecidos como crepundia, esses colares eram oferecidos a crianças na sociedade romana e podiam funcionar como amuletos de proteção. Os pequenos ruídos produzidos pelas peças também ajudavam os adultos a localizar os menores.
Os arqueólogos encontraram ainda uma caixa de madeira com pesos de chumbo, possivelmente usados em operações comerciais, e um recipiente trançado com 38 moedas de bronze. A permanência dos objetos no armário indica que os moradores provavelmente não tiveram tempo de recolher seus pertences durante a erupção.
A residência fica em uma área central de Pompeia e é associada, sem confirmação definitiva, a um homem chamado Cornelius Maximus. A hipótese se baseia em inscrições encontradas no imóvel, cuja fachada foi escavada pela primeira vez em 1912.
Durante a escavação, pesquisadores também encontraram restos fragmentados de dois camundongos jovens dentro de uma ânfora, em uma área elevada usada para armazenamento.
Fonte: O Globo