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sábado, 07 de novembro de 2026

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Marcas de moda ampliam uso de IA para substituir modelos em fotos

Marcas de moda ampliam o uso de imagens geradas por IA, reduzindo custos e ameaçando empregos de modelos e estúdios fotográficos.

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Marcas de moda estão ampliando o uso de imagens geradas por inteligência artificial para substituir modelos em lojas on-line, segundo levantamento da Reuters publicado em 29 de outubro de 2026. A tecnologia pode reduzir em mais de 90% os custos em relação a sessões com profissionais reais.

A Reuters entrevistou 15 diretores de agências e analisou mais de uma dúzia de contratos confidenciais. Documentos ainda não assinados de empresas como Diesel, Calvin Klein e L'Oréal preveem diferentes usos de inteligência artificial, incluindo alterações no rosto e no corpo dos modelos, criação de réplicas digitais e treinamento de sistemas.

Algumas cláusulas permitiriam que marcas trocassem o rosto de um modelo pelo de outra pessoa, produzissem uma cópia digital do profissional sem pagamento adicional ou utilizassem imagens corporais para treinar ferramentas de IA. Advogados ouvidos pela Reuters afirmaram que expressões amplas nos contratos podem aumentar a incerteza sobre os direitos concedidos.

Agências relatam queda na quantidade de trabalhos, enquanto estúdios fotográficos fecham. Modelos também podem perder espaço em sessões para lojas de moda rápida, que precisam atualizar com frequência as imagens de novas coleções.

A varejista on-line Zalando fechou dois estúdios fotográficos em Berlim no ano passado e eliminou mais de 340 postos de trabalho, embora tenha informado que manteve alguns funcionários em outras funções. A About You, adquirida pela Zalando em julho do ano passado, criou a Scayle Studios, empresa que produz imagens digitais com modelos gerados por IA e afirma reduzir os custos em mais de 90%.

Segundo um porta-voz da Scayle, a empresa atende 130 marcas e produziu 190 mil imagens de looks no último mês. Marcas de luxo têm avançado com mais cautela: a Moncler testou uma campanha com IA em 2023, enquanto a Gucci publicou imagens geradas pela tecnologia no Instagram neste ano e não respondeu aos pedidos de comentário da Reuters.

As regras sobre réplicas digitais ainda são limitadas em várias regiões. Uma exceção é a Lei dos Trabalhadores da Moda de Nova York, que desde junho de 2025 proíbe a criação ou modificação de réplicas de modelos sem consentimento explícito.

No Reino Unido, a Associação Britânica de Agentes de Modelos elaborou um código de conduta que exige autorização do profissional e prevê sua propriedade sobre eventual gêmeo digital. A entidade alertou, porém, que a ausência de regras obrigatórias no país e na Europa mantém os modelos expostos a possíveis abusos.

Fonte: G1

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