O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta quinta-feira (24) que o Grupo Entre recebeu recursos do crime organizado e do Banco Master. A declaração ocorreu durante comentários sobre a terceira fase da Operação Carbono Oculto, denominada Crédito Oculto.
A operação teve como alvos endereços ligados ao ex-executivo do Banco Genial Humberto Arthur Tupinambá Neto, aos irmãos André e Bruno Tupinambá e ao empresário Antonio Carlos Freixo Junior, conhecido como Mineiro, dono da Entre Investimentos.
A Entre Investimentos e Participações foi usada para repasses entre o banqueiro Daniel Vorcaro e a produção de Dark Horse, filme sobre a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro. Questionado se os recursos destinados ao longa também vieram da mesma origem, Durigan afirmou que as autoridades competentes deverão esclarecer o caso.
Segundo o ministro, a mistura de recursos de diferentes origens em um mesmo fundo dificulta a identificação de possíveis operações de lavagem de dinheiro, ocultação patrimonial e corrupção. Ele também disse que segmentos do sistema financeiro foram capturados pelo crime organizado.
A investigação aponta a participação de operadores financeiros na criação de estruturas para ocultar os proprietários de uma usina sucroalcooleira e viabilizar a compra de uma distribuidora de combustíveis. De acordo com a apuração, uma das empresas usadas na aquisição movimentou cerca de R$ 11,6 bilhões entre 2021 e 2025.
Durigan afirmou que o governo pretende coordenar ações do Banco Central, da Receita Federal, do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) e da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para identificar estruturas jurídicas criadas para esconder informações.
Fonte: O Globo