Aliados de Lula e Flávio Bolsonaro avaliam que a rejeição pela Polícia Federal da delação do ex-banqueiro Daniel Vorcaro diminui a possibilidade de agravamento do caso Master até o momento. No entanto, ambos consideram que o escândalo ainda pode influenciar os rumos da eleição de 2026.
No entorno do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), a rejeição do acordo é vista como uma oportunidade de 'virar a página' após as revelações de relações com Vorcaro. A expectativa é que a Procuradoria-Geral da República (PGR) também descarte o pedido de homologação do delator.
Para integrantes da campanha de Lula, mesmo com a rejeição, há risco de Vorcaro tentar envolver o PT na crise, usando sua situação jurídica. Nos bastidores, o temor é que o caso continue no centro do noticiário por tempo indeterminado, com novas revelações e frentes de investigação paralelas.
Por enquanto, acredita-se que a negativa da PF à delação ajuda a reduzir a escalada da crise e a evitar que o tema produza novos episódios. O momento é de avaliação interna na campanha de Flávio sobre a sustentabilidade de sua candidatura diante do desgaste do caso Vorcaro, que, segundo fontes, tem um prazo de cerca de 15 dias para definir seu impacto político.
Enquanto isso, setores da direita avaliam alternativas, como Michelle Bolsonaro, Romeu Zema ou Ronaldo Caiado, devido às incertezas que cercam o cenário eleitoral. Publicamente, aliados minimizam o caso, com o líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante, reforçando a busca pela verdade.