Aliados próximos às campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro veem na rejeição da Polícia Federal à delação do ex-banqueiro Daniel Vorcaro uma diminuição nos impactos do escândalo conhecido como Caso Master. Apesar disso, ambos esperam que o episódio siga influenciando a corrida eleitoral até a eleição de outubro.
Para o entorno do presidente Lula, a rejeição da PF ao acordo de Vorcaro ameniza a possibilidade de novos desdobramentos, embora o escândalo ainda possa gerar turbulências no cenário político. A expectativa também recai sobre a possibilidade de a Procuradoria-Geral da República rejeitar o mesmo acordo, o que manteria o tema no centro das atenções, embora com impacto menor.
Nos bastidores, Lula e seus apoiadores temem que Vorcaro tente envolver o PT em uma tentativa de ampliar o escândalo durante as negociações com a PGR, especialmente considerando sua situação jurídica delicada. Por sua vez, aliados de Flávio Bolsonaro consideram que o encerramento das negociações é uma oportunidade de 'virar a página' após as revelações acerca da relação do parlamentar com Vorcaro.
Apesar da preocupação, membros do PL minimizam a crise. O líder do partido na Câmara, Sóstenes Cavalcante, afirmou que o foco deve ser na busca pela verdade, independentemente de quem possa ser atingido.
Este momento ocorre num cenário em que o partido debate, de forma reservada, a sustentabilidade da candidatura de Flávio diante do desgaste provocado pelo caso. Pesquisas internas indicam um prazo de cerca de 15 dias para avaliar o impacto na disputa presidencial.
Diante das incertezas, circulam nos bastidores alternativas no espectro da direita, incluindo nomes como Michelle Bolsonaro, Romeu Zema e Ronaldo Caiado, enquanto setores do mercado, lideranças evangélicas e o Centrão adotam postura de cautela em relação ao parlamentar.
Fonte: O Globo