O ato do Dia do Trabalho, em São Bernardo do Campo (SP), contou com a presença de ministros do governo e do ex-ministro Fernando Haddad. O foco principal foi a defesa do fim da escala de trabalho 6x1 e a aprovação da redução da jornada para 40 horas semanais, sem redução salarial, pelo Congresso Nacional. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não compareceu ao evento pelo segundo ano consecutivo.
Fernando Haddad, que também é pré-candidato ao governo de São Paulo, discursou no Paço Municipal e conclamou os trabalhadores a pressionarem os parlamentares pela aprovação do projeto. Ele destacou a importância da medida para o futuro da classe trabalhadora e mencionou negociações para a plataforma do próximo mandato de Lula, incluindo a isenção do Imposto de Renda sobre a Participação de Lucros e Resultados (PLR).
Os ministros Luiz Marinho (Trabalho) e Guilherme Boulos (Secretaria-Geral) também defenderam a pauta. Boulos minimizou as recentes derrotas do governo no Congresso, afirmando que a aprovação do projeto da jornada de trabalho é uma questão de alinhamento com a vontade da maioria da população.
O ministro da Educação, Leonardo Barchini, ressaltou a importância da redução da jornada para as mães trabalhadoras e para o acompanhamento da educação dos filhos. O evento contou com shows musicais e teve como temas centrais, além da escala 6x1, o combate ao feminicídio, a isenção do IR na PLR e a igualdade salarial.