Ir para o conteúdo

segunda-feira, 26 de outubro de 2026

Jornalismo local, independente e responsável

Jornal Diário do Povo

ELEIÇÕES

Mapa eleitoral do Brasil mantém divisão regional entre 1989 e 2026

A eleição de 2026 manteve a divisão regional do voto observada em 2022, após mudanças no mapa eleitoral brasileiro desde 1989.

Compartilhe
WhatsApp

Luiz Inácio Lula da Silva (PT) venceu Flávio Bolsonaro (PL) na eleição presidencial de 2026, com 64.256.232 votos contra 59.826.041, diferença de 3,58 pontos percentuais. O resultado manteve distribuição regional de vitórias semelhante à registrada em 2022.

Desde 1989, quando os brasileiros voltaram a escolher diretamente o presidente, o mapa eleitoral passou por mudanças marcadas pela expansão do PT, pela formação de blocos regionais e pelo avanço do bolsonarismo.

Na eleição de 1989, Fernando Collor de Mello derrotou Lula por 6,06 pontos percentuais e venceu na maior parte do país. Em 1994 e 1998, Fernando Henrique Cardoso manteve o predomínio territorial, embora Lula tenha ampliado sua votação na segunda disputa.

O primeiro grande movimento de mudança ocorreu em 2002, quando Lula derrotou José Serra e venceu em praticamente todo o território nacional, com Alagoas como exceção. Em 2006, apesar da reeleição do petista, adversários do PT passaram a conquistar estados concentrados principalmente no Sul e no Centro-Oeste.

A divisão regional se tornou mais evidente nas eleições de 2010 e 2014. Dilma Rousseff venceu José Serra e, depois, Aécio Neves, enquanto o PT manteve força no Nordeste e em parte do Norte, e os tucanos avançaram no Sul, no Centro-Oeste e no Sudeste.

Em 2018, Jair Bolsonaro derrotou Fernando Haddad e venceu em 16 unidades da federação, contra 11 do petista. O resultado consolidou o predomínio do campo adversário ao PT no Sul, no Centro-Oeste e em parte do Sudeste, enquanto o Nordeste permaneceu favorável ao partido.

Em 2022, Lula derrotou Jair Bolsonaro por 1,8 ponto percentual, na disputa mais apertada entre as eleições apresentadas. Quatro anos depois, o petista ampliou a vantagem nacional contra Flávio Bolsonaro, mas venceu em 13 unidades da federação, contra 14 do adversário, mantendo desenho territorial semelhante ao de 2022.

Fonte: O Globo

Leia também