Luiz Inácio Lula da Silva (PT) venceu Flávio Bolsonaro (PL) na eleição presidencial de 2026, com 64.256.232 votos contra 59.826.041, diferença de 3,58 pontos percentuais. O resultado manteve distribuição regional de vitórias semelhante à registrada em 2022.
Desde 1989, quando os brasileiros voltaram a escolher diretamente o presidente, o mapa eleitoral passou por mudanças marcadas pela expansão do PT, pela formação de blocos regionais e pelo avanço do bolsonarismo.
Na eleição de 1989, Fernando Collor de Mello derrotou Lula por 6,06 pontos percentuais e venceu na maior parte do país. Em 1994 e 1998, Fernando Henrique Cardoso manteve o predomínio territorial, embora Lula tenha ampliado sua votação na segunda disputa.
O primeiro grande movimento de mudança ocorreu em 2002, quando Lula derrotou José Serra e venceu em praticamente todo o território nacional, com Alagoas como exceção. Em 2006, apesar da reeleição do petista, adversários do PT passaram a conquistar estados concentrados principalmente no Sul e no Centro-Oeste.
A divisão regional se tornou mais evidente nas eleições de 2010 e 2014. Dilma Rousseff venceu José Serra e, depois, Aécio Neves, enquanto o PT manteve força no Nordeste e em parte do Norte, e os tucanos avançaram no Sul, no Centro-Oeste e no Sudeste.
Em 2018, Jair Bolsonaro derrotou Fernando Haddad e venceu em 16 unidades da federação, contra 11 do petista. O resultado consolidou o predomínio do campo adversário ao PT no Sul, no Centro-Oeste e em parte do Sudeste, enquanto o Nordeste permaneceu favorável ao partido.
Em 2022, Lula derrotou Jair Bolsonaro por 1,8 ponto percentual, na disputa mais apertada entre as eleições apresentadas. Quatro anos depois, o petista ampliou a vantagem nacional contra Flávio Bolsonaro, mas venceu em 13 unidades da federação, contra 14 do adversário, mantendo desenho territorial semelhante ao de 2022.
Fonte: O Globo