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O Advogado-Geral da União, Jorge Messias, atribuiu sua derrota na disputa por uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF) a um processo de "desconstrução" baseado em "mentiras". Aos 34 votos, Messias ficou sete aquém do necessário para aprovação no Senado, marcando a sexta rejeição a um nome para o STF na história do Brasil e a primeira na redemocratização.
"Lutei o bom combate, como todo cristão. Sei que a minha história não acaba aqui. Eu tenho 46 anos, tenho história, tenho currículo, tenho uma vida limpa. Passei por cinco meses um processo de desconstrução da minha imagem. Toda a sorte de mentiras para me desconstruir ocorreu. Nós sabemos quem promoveu tudo isso", declarou Messias após a votação.
O AGU também ressaltou que não depende de um cargo público para se sustentar, afirmando que continuará sua vida com estudo e mérito.
A derrota histórica do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ocorre a menos de seis meses das eleições, tensionando a relação com o Congresso. Messias foi indicado há mais de cinco meses, mas enfrentou resistência da oposição e da cúpula do Senado, com críticas direcionadas ao presidente da casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).
Aliados de Lula apontam articulação de Alcolumbre contra Messias como causa da derrota. O senador, que teria se afastado do Planalto após a indicação de Messias em detrimento de Rodrigo Pacheco (PSB-MG), é acusado de movimentar bastidores contra o AGU.
A sabatina de Messias foi marcada por tentativas de acenos à oposição, incluindo elogios a Pacheco e falas contra o aborto, além de enaltecimento a Deus.
A rejeição de Messias pressiona Lula às vésperas das eleições, em um momento em que busca consolidar sua imagem e atrair o eleitorado de centro.
Fonte: O Globo