Ir para o conteúdo

domingo, 08 de novembro de 2026

Jornalismo local, independente e responsável

Jornal Diário do Povo

POLÍTICA

Pacheco mira PSB como plano B para governo de Minas em 2026

Senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) explora o PSB como plano B para a disputa ao governo de Minas em 2026, diante de impasses nas negociações com o União Brasil. Movimentação inclui filiação de aliados ao PSB e busca manter opções partidárias abertas.

Compartilhe
WhatsApp
Pacheco mira PSB como plano B para governo de Minas em 2026

O senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) avança com o PSB como alternativa para a disputa ao governo de Minas Gerais em 2026. A movimentação ocorre enquanto as negociações com o União Brasil, antes vista como principal caminho, enfrentam impasses. A filiação de sete ex-prefeitos mineiros ao PSB na semana passada reforça a tese de um plano alternativo para o senador, que ainda não definiu seu futuro político no estado. Pacheco não comentou o assunto.

Aliados indicam que Pacheco tem distribuído seu grupo político entre PSB, União Brasil e MDB. A estratégia visa manter opções abertas enquanto o cenário eleitoral mineiro seclarifica e as negociações partidárias avançam. A participação no PSB ganhou destaque com a filiação de ex-prefeitos que pretendem lançar uma chapa municipalista para a Câmara dos Deputados em 2026. Entre os filiados estão Duarte Júnior (ex-prefeito de Mariana), Duílio de Castro (ex-prefeito de Sete Lagoas) e Julvan Lacerda (ex-prefeito de Moema).

A articulação política em Minas Gerais interpreta a aproximação com o PSB como um sinal de que aliados de Pacheco começam a ocupar espaço na legenda. O União Brasil ainda é prioridade para Pacheco, devido à relação com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Contudo, a federação do União Brasil com o PP e a presença de Marcelo Aro, secretário de Governo de Romeu Zema (Novo), dificultam a chegada do senador. Uma possível saída de Aro do União Brasil para o Podemos poderia reabrir negociações.

O MDB chegou a ser considerado, mas a candidatura de Gabriel Azevedo ao governo de Minas inviabilizou a filiação de Pacheco, conforme conversas com dirigentes do partido, incluindo Newton Cardoso Jr. e Aécio Neves. Pacheco afirmou que não faria sentido ingressar na legenda com Azevedo como pré-candidato.

A estratégia de Pacheco em diversificar suas bases partidárias busca manter poder de barganha em um cenário eleitoral mineiro em reconfiguração. O PSB surge como uma opção concreta caso as conversas com o União Brasil falhem. A filiação do vice-governador Mateus Simões ao PSD, aliado de Zema, também é vista como um movimento que diminui o espaço de Pacheco na legenda atual.

Apesar das articulações, Pacheco mantém cautela publicamente, afirmando que ainda não decidiu sobre a candidatura ao governo de Minas. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no entanto, teria manifestado a aliados o desejo de ter Pacheco como candidato ao governo mineiro.

Fonte: O Globo

Leia também