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O senador Flávio Bolsonaro (PL-SP) criticou o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, por reconhecer a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições. Em entrevista ao jornal americano The Washington Post, publicada em 7 de novembro de 2026, Flávio voltou a alegar que houve fraude nas urnas.
"Eu garanto a vocês que ele não sabe do que está falando", afirmou o senador ao comentar a declaração de Nunes Marques. Indicado ao Supremo Tribunal Federal (STF) pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, pai de Flávio, o ministro assumiu a presidência do TSE neste ano e proclamou a vitória de Lula após o segundo turno.
Flávio não reconheceu o resultado eleitoral. Na noite da votação, ele afirmou que uma decisão do ministro Cristiano Zanin, do STF, de prorrogar a votação teria "mudado as regras do jogo" e disse que pediria a anulação do resultado; no dia seguinte, anunciou que solicitaria a cassação da chapa de Lula por supostos gastos e anúncios de benefícios eleitorais durante a campanha.
O senador deixou o Brasil rumo aos Estados Unidos depois de ser intimado pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, a entregar o passaporte em uma investigação envolvendo o advogado Willer Tomaz, aliado de Flávio. Segundo o Post, um funcionário de alto escalão do governo brasileiro afirmou que a polícia investiga se agentes dos Estados Unidos, da Argentina e de Israel ajudaram Bolsonaro em sua saída do país.
Na entrevista, Flávio afirmou que não falará sobre os detalhes de sua saída para os Estados Unidos e disse que deixou o Brasil para não ser preso por manter a tese de fraude nas urnas. "Nem eu, nem vocês, nem ninguém que esteja assistindo, nem o presidente do Tribunal Superior Eleitoral pode afirmar com 100% de certeza que não houve fraude", declarou.
Flávio também afirmou que é "muito cedo para tomar decisões definitivas" e que pretende regularizar sua situação migratória antes de decidir o que fará no país. Segundo ele, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está convencido de que o Brasil não é mais uma democracia plena.
Fonte: O Globo