A defesa do banqueiro Daniel Vorcaro acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) para detalhar os motivos que levaram a Polícia Federal (PF) a pedir sua prisão. A ação busca esclarecimentos sobre datas de mensagens, a existência de um grupo chamado "A Turma", datas de invasões a sistemas públicos, comprovação de pagamentos e detalhes sobre a suposta ocultação de R$ 2,2 bilhões.
Em nota, a defesa afirmou que o mandado de prisão preventiva foi cumprido sem acesso prévio aos elementos que o fundamentaram. O caso envolve a terceira fase da Operação Compliance Zero, que apura um esquema bilionário de fraudes no sistema financeiro, com suspeitas de crimes como gestão fraudulenta, corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
A investigação, autorizada pelo ministro André Mendonça, aponta que um grupo denominado "A Turma" realizava vigilância, coleta de informações e intimidação de adversários do Banco Master. Daniel Vorcaro é apontado como tendo relação direta com Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, coordenador do grupo, conhecido como "Sicário". O esquema envolveria consultas a sistemas restritos e pressão a críticos do banco.
A Operação Compliance Zero já teve outras duas fases, em novembro de 2025 e janeiro deste ano, investigando venda de carteiras de crédito e uso de fundos de investimento para circulação de recursos e aquisição de ativos problemáticos.