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As autoridades da Polônia abriram neste domingo (8) uma investigação por terrorismo sobre o ataque a tiros ocorrido no sábado (7) na Praça do Mercado Principal, em Cracóvia. Seis pessoas morreram e 16 ficaram feridas.
Segundo a Procuradoria Nacional, o caso envolve o assassinato das vítimas com arma de fogo e a tentativa de homicídio de outras pessoas, incluindo policiais. O órgão classificou os crimes como terrorismo.
O suspeito é um polonês de 24 anos que, de acordo com as autoridades, demonstrava fascínio por ideologias de extrema direita. Ele teria entrado de carro na praça e atirado aleatoriamente, antes de ser atingido por policiais e levado ao hospital em estado crítico.
A polícia informou que encontrou três corpos na casa do suspeito, localizada a cerca de 150 quilômetros a nordeste de Cracóvia. As vítimas seriam os pais dele, de 53 e 52 anos, e a irmã, de 21; as mortes também são investigadas.
O governador da voivodia da Pequena Polônia, Krzysztof Jan Klęczar, informou que quatro mulheres e dois homens morreram no ataque. Entre as vítimas estão três mulheres polonesas, um homem polonês e um britânico; a nacionalidade de outra mulher ainda não foi divulgada.
Dos 16 feridos, cinco são estrangeiros, segundo autoridades regionais. Duas mulheres receberam alta, enquanto os demais permanecem internados em condição estável; os dois policiais feridos continuam em estado grave, mas apresentaram melhora.
A polícia apreendeu armas de fogo no carro do suspeito e outras sete na casa da família. O primeiro-ministro Donald Tusk classificou o ataque como terrorismo, mas as autoridades ainda não informaram a motivação do atirador.
Cracóvia permanece sob isolamento na área do ataque, onde moradores deixaram velas. A cidade também hasteou bandeiras pretas e nacionais com faixas de luto durante os dois dias de luto decretados pelas autoridades.
Fonte: O Globo