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A polícia da Polônia investiga o ataque a tiros que matou seis pessoas no sábado (7), na Praça Principal do Mercado, no centro histórico de Cracóvia. Segundo as autoridades, um polonês de 24 anos abriu fogo aleatoriamente e foi baleado por agentes antes de ser levado ao hospital, onde está em estado crítico.
O primeiro-ministro Donald Tusk classificou o episódio como terrorismo, mas a polícia ainda não informou a motivação do ataque. As autoridades afirmam que o suspeito era fascinado por ideologias de extrema direita e agiu sozinho.
Entre os mortos está um cidadão britânico, segundo o chefe de polícia, Marek Boron. Dos 15 feridos, cinco são estrangeiros, do Reino Unido, Portugal, Rússia, Alemanha e Áustria, de acordo com autoridades regionais citadas pela agência PAP.
Após o ataque, investigadores encontraram três corpos na casa do suspeito, a cerca de 150 quilômetros a nordeste de Cracóvia. Segundo a polícia, as vítimas eram os pais dele, de 53 e 52 anos, e sua irmã, de 21 anos, e apresentavam ferimentos provavelmente causados por tiros.
O homem, identificado pela imprensa como Michal O., usava roupas militares e carregava uma arma longa. A polícia encontrou outras armas no carro e apreendeu sete armas de fogo na residência, onde também atuaram uma unidade antiterrorista, peritos forenses e um promotor.
Dois policiais ficaram feridos durante a tentativa de prisão do suspeito. Um deles está em estado grave, mas estável, informou o Ministério do Interior à agência PAP. Michal O., que não tinha antecedentes criminais segundo os investigadores, era integrante de um clube de tiro, assim como o pai.
O local do ataque permaneceu isolado no domingo (8), enquanto pessoas deixavam velas e agentes revistavam as bolsas de funcionários de restaurantes e cafeterias. Bandeiras negras e bandeiras nacionais com fitas pretas foram hasteadas durante o luto nacional de dois dias decretado pelas autoridades.
Fonte: O Globo