Favoritos e preferências ficam neste navegador, sem precisar de cadastro.
O ex-prefeito Eduardo Paes tenta mobilizar as redes sociais para pressionar o Supremo Tribunal Federal (STF) a aceitar a realização de um segundo turno na eleição para o governo do Rio, mas enfrenta baixa adesão do PT e não conta com o marqueteiro que participou de suas últimas campanhas.
Em 4 de novembro, o canal de WhatsApp “Exército do Dudu”, com 263 mil seguidores, divulgou a hashtag “49NÃOé50”, em referência ao percentual de votos válidos atribuído a Douglas Ruas (PL) contra Paes (PSD) no primeiro turno. A expressão chegou aos assuntos mais comentados do X pouco mais de uma hora depois.
Ruas foi declarado vencedor após a Justiça Eleitoral considerar nulos os 274.411 votos destinados a Anthony Garotinho (Republicanos), declarado inelegível pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Com a exclusão desses votos, Ruas passou a ter 50,88% dos votos válidos, contra 44,16% de Paes.
O PSD recorreu ao STF para que os votos de Garotinho permanecessem no cálculo, sob o argumento de que o nome do candidato constava na urna. O processo está sob relatoria do ministro Cristiano Zanin, que aguarda manifestações da Advocacia-Geral da União (AGU) e da Procuradoria-Geral da República (PGR).
Aliados da coligação de Paes têm participado pouco da mobilização nas redes. Marcello Faulhaber, responsável pelo marketing das campanhas do ex-prefeito em 2020, 2024 e 2026, voltou ao exterior, onde mora, e não participa da produção dos vídeos divulgados no Instagram.
A ofensiva conta com assessores e deputados jovens do PSD, como Joyce Trindade e Renan Ferreirinha. Segundo a publicação, os atos presenciais se limitaram à distribuição de adesivos na Praça Varnhagem, na Tijuca, e em um evento da Associação dos Produtores de Teatro do Rio, na Glória.
Lideranças do PT nacional e do Rio têm usado as redes principalmente para comemorar a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva sobre Flávio Bolsonaro, segundo a publicação. Washington Quaquá foi citado como uma exceção entre os petistas que defenderam uma nova disputa contra Ruas.
O governador eleito e seus aliados passaram a tratar com mais atenção a possibilidade de derrota no STF. Ruas teve uma audiência recente com Zanin, enquanto o PSD busca manter as relações entre Paes e o governo federal; o presidente do partido, Gilberto Kassab, mencionou Paes como possível ministro em um eventual quarto governo Lula.
Enquanto o processo tramita no STF, a futura gestão de Ruas ainda não definiu os nomes para as secretarias de Fazenda e Segurança. O deputado federal eleito Felipe Curi (PP) e a ex-presidente da Caixa Econômica Federal Daniella Marques, cotados para as áreas, foram descartados, de acordo com a publicação.
Fonte: O Globo