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sábado, 07 de novembro de 2026

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POLÍTICA

Lula prepara criação do Ministério da Segurança Pública

Lula discute a criação do Ministério da Segurança Pública, que deve priorizar o combate ao crime organizado, ao feminicídio e ao roubo de celulares.

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva discutiu na sexta-feira (6) a criação do Ministério da Segurança Pública com auxiliares, um dia depois de afirmar que assinará uma medida provisória para separar a área do Ministério da Justiça.

Lula recebeu Wellington César Lima e Silva e a ministra da Casa Civil, Miriam Belchior, para tratar do desenho da nova pasta. A assinatura da medida provisória pode ocorrer após a viagem do presidente à Ásia, cujo retorno está previsto para 16 de novembro, e ainda não há nome definido para comandar o ministério.

Segundo aliados, as prioridades iniciais serão o combate ao crime organizado e ao feminicídio, além da redução dos roubos de celulares. A estrutura também deve ter uma secretaria voltada ao enfrentamento de facções, com foco no rastreamento da lavagem de dinheiro e nos níveis mais altos das organizações criminosas.

Entre as propostas discutidas está a abertura de escritórios nos 26 estados e no Distrito Federal para ampliar a integração com as polícias estaduais. A nova pasta deve reunir a Polícia Federal, a Polícia Rodoviária Federal, a Secretaria Nacional de Políticas Penais, a Secretaria Nacional de Segurança Pública, a Secretaria Nacional de Política sobre Drogas e a Força Nacional.

O orçamento específico do ministério ainda não foi definido. O projeto orçamentário de 2027 prevê R$ 27,52 bilhões para o Ministério da Justiça e Segurança, que atualmente mantém as áreas integradas.

Entre os nomes cotados para comandar a pasta estão Camilo Santana, Chico Lucas, Fernando Haddad e o vice-presidente Geraldo Alckmin. O promotor Lincoln Gakiya também foi citado por auxiliares, mas, segundo a fonte, deixou de ser considerado um nome forte.

A PEC da Segurança, aprovada pelo Senado na terça-feira, amplia a atuação da Polícia Federal contra o crime organizado e permite que a Polícia Rodoviária Federal participe de operações conjuntas fora das rodovias federais. A proposta também inclui na Constituição o Conselho Nacional de Segurança Pública e autoriza a criação de polícias municipais.

Fonte: O Globo

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