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A Itaipu Binacional apresentou uma denúncia criminal contra dirigentes do Ueno Bank, no Paraguai, para tentar recuperar cerca de US$ 180 milhões depositados na instituição, que está sob intervenção do Banco Central paraguaio.
Segundo comunicado da estatal, os valores correspondiam a aproximadamente US$ 163,8 milhões e 115,2 bilhões de guaranis em 3 de novembro. A Itaipu informou que iniciou as operações com o banco em janeiro de 2025.
A denúncia foi apresentada pela Diretoria Jurídica Executiva e inclui integrantes da diretoria, administradores, fiscais e outros responsáveis pelo banco. Entre os possíveis crimes citados estão estelionato, gestão desleal, conduta indevida em situações de crise e violação do dever de manter livros contábeis.
A medida ocorreu após o Banco Central do Paraguai identificar que o índice de solvência do Ueno Bank estava abaixo de 50% do mínimo exigido. A investigação sobre irregularidades levou à intervenção da instituição e à paralisação de operações de mais de 3 milhões de contas.
De acordo com o jornal paraguaio ABC, a denúncia também envolve recursos transferidos pela Itaipu à Fundação Parque Tecnológico Itaipu-Paraguai para projetos específicos. A estatal afirma que, mesmo quando as contas estão formalmente em nome da fundação, os recursos têm origem na binacional.
A Itaipu pediu que os fatos sejam analisados em conjunto com uma investigação criminal já em andamento sobre o banco, para evitar a duplicação de procedimentos. A entidade também informou que pode ingressar como assistente da acusação e cobrar indenizações.
Entre os dirigentes citados estão Federico Miguel Vázquez Villasanti, Juan Manuel Gustale, Julio Daniel Rey Fernández e Diana Leticia Mongelos González, além de outros integrantes da diretoria e do conselho fiscal.
O caso também envolve instituições públicas paraguaias, incluindo o Instituto de Previdência Social (IPS), que mantinham depósitos no banco. Segundo o ABC, os recursos de órgãos públicos e do IPS somavam 4,9 trilhões de guaranis, cerca de R$ 4,2 bilhões.
O jornal informou ainda que os depósitos não foram retirados mesmo após o Banco Central abrir, em setembro, um procedimento para investigar operações entre empresas vinculadas ao banco.
Fonte: O Globo