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sábado, 07 de novembro de 2026

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ECONOMIA

Canva oferece seis meses de salário em pacote de demissão

Canva anuncia pacote para funcionários afetados por reestruturação, com seis meses de salário, assistência médica e bolsas de R$ 54,8 mil.

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A Canva anunciou em 3 de novembro uma reestruturação que afetará 1.271 funcionários, ou 22% da equipe, com demissões, mudanças de função e transferências de cidade. Os profissionais que deixarem a empresa receberão pelo menos seis meses de salário, assistência médica por um ano e apoio para buscar emprego ou abrir um negócio.

O pacote inclui os direitos trabalhistas previstos na legislação de cada país, a manutenção da assistência médica por 12 meses onde o benefício já é oferecido e a continuidade do programa Canva Care pelo mesmo período.

Os funcionários também terão orientação individual de carreira, preparação para entrevistas e uma assinatura de um ano do LinkedIn Premium. Parte da equipe de recrutamento da empresa ajudará na revisão de currículos e na preparação dos profissionais para processos seletivos.

A Canva pretende criar um cadastro voluntário de ex-funcionários para compartilhá-lo com investidores, parceiros e contatos do setor. A empresa também permitirá que os trabalhadores fiquem com os MacBooks usados no trabalho.

Para quem quiser empreender, o Canva Collective Fund oferecerá bolsas de US$ 10 mil, equivalentes a R$ 54,8 mil, para projetos próprios ou iniciativas voltadas à comunidade local. Os interessados terão até 14 de dezembro para manifestar interesse, e a empresa afirma que não exigirá participação nem terá direitos sobre os projetos financiados.

Segundo a Canva, a reestruturação foi motivada pela desaceleração do crescimento, registrada pela primeira vez em dez anos, e pela necessidade de adaptar a empresa às mudanças tecnológicas e às novas demandas dos usuários. A companhia planeja reduzir níveis hierárquicos, integrar departamentos e concentrar as equipes de produto em Sydney, na Austrália.

A empresa também pretende ampliar o trabalho presencial. A partir de janeiro, a expectativa é que a maioria dos funcionários em regime híbrido trabalhe no escritório de dois a três dias por semana, dependendo da região.

Fonte: g1

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