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Eva Geller, sobrevivente do Holocausto de 90 anos, morreu na noite de quinta-feira (5), quase um ano depois de ser baleada no ataque à praia de Bondi, em Sydney, na Austrália.
Geller estava entre as 40 pessoas feridas durante o massacre ocorrido em 14 de dezembro, em uma celebração de Hanukkah. Segundo o rabino Moss, ela passou por meses de internações para tratar as sequelas dos ferimentos.
De acordo com o rabino, Geller chegou a ouvir dos médicos que não voltaria a andar, mas recuperou os movimentos. "Desde que foi baleada, ela tem estado entrando e saindo do hospital, sempre querendo voltar para casa", afirmou Moss.
O primeiro-ministro australiano, Anthony Albanese, lamentou a morte e disse que as consequências do ataque continuam afetando as famílias das vítimas. "Quase um ano depois, a devastação daquele dia terrível continua a causar dor às famílias", declarou.
O ataque deixou 15 mortos e foi considerado o tiroteio em massa mais letal da Austrália em décadas. Segundo a polícia, os suspeitos Sajid Akram e seu filho, Naveed Akram, teriam sido inspirados pelo Estado Islâmico.
Sajid morreu durante a ação policial, enquanto Naveed sobreviveu e responde por 15 homicídios, 40 tentativas de homicídio e terrorismo. Com a morte de Geller, os investigadores avaliam acrescentar uma nova acusação de homicídio contra ele.
Naveed permanece preso em uma unidade de segurança máxima e ainda não apresentou declaração de culpa ou inocência. A polícia também analisa cerca de 230 mil imagens de câmeras de segurança e celulares, além de ouvir sobreviventes; o processo foi adiado para fevereiro.
Fonte: O Globo