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Costanza Peña, filha do presidente do Paraguai, Santiago Peña, foi criticada após publicar uma foto usando uma camiseta com a frase “Tax the poor”, traduzida como “Taxem os pobres”. Estudante da Universidade Columbia, nos Estados Unidos, ela compartilhou a imagem em um perfil privado, mas a publicação circulou entre políticos e veículos de imprensa paraguaios.
A repercussão ocorreu durante uma crise financeira e política que colocou o futuro do governo de Santiago Peña em risco. Na quinta-feira (5), o presidente apresentou uma carta de renúncia horas depois de a Câmara dos Deputados aprovar, por unanimidade, a abertura de um processo de impeachment.
Em vídeo publicado nas redes sociais, Peña afirmou que deixaria o cargo para preservar a estabilidade nacional, a paz social e as instituições democráticas. Ele também pediu desculpas à população por eventuais falhas durante o mandato.
O Congresso não aceitou o pedido de renúncia. Parlamentares do Partido Colorado, legenda do presidente, deixaram o plenário durante a sessão, derrubaram o quórum e suspenderam a votação.
Com isso, Peña permaneceu no cargo, enquanto o processo de impeachment avançou. O Senado retomou o julgamento nesta sexta-feira (6), com previsão de ouvir a defesa do presidente; são necessários 30 dos 45 votos para afastá-lo.
A crise começou na terça-feira (3), quando o Banco Central do Paraguai determinou a liquidação do banco digital Ueno por insuficiência de recursos para cumprir suas obrigações. Controlada pelo Grupo Vázquez, a instituição tinha cerca de 3 milhões de clientes e aproximadamente US$ 850 milhões em depósitos, incluindo recursos do Instituto de Previdência Social.
A oposição levou o caso ao Congresso e apontou possíveis conflitos de interesse, manipulação de regras e irregularidades envolvendo recursos previdenciários. Santiago Peña foi acionista do Grupo Vázquez até março de 2025, relação que passou a ser questionada por parlamentares.
Fonte: O Globo