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A eleição para a Presidência do Senado exige 41 votos — maioria absoluta das 81 cadeiras — e será secreta. A Agência Senado prevê a votação para 1º de fevereiro de 2027, durante a segunda reunião preparatória da Casa, depois da posse dos parlamentares eleitos.
Os senadores votarão depositando cédulas em uma urna. Como o escrutínio é secreto e o voto é individual, anúncios de apoio feitos por partidos ou blocos não equivalem, por si só, a votos garantidos. A Folha de S.Paulo informou que União Brasil e PP anunciaram apoio à reeleição de Davi Alcolumbre em outubro de 2026, mas relatou divisões nas bancadas.
O número de referência é 41, não apenas a maioria dos senadores presentes: trata-se da maioria absoluta do total de 81 cadeiras. A exigência concentra a disputa na capacidade de cada candidatura de obter apoio suficiente entre os integrantes da Casa, sem que a votação secreta permita identificar publicamente como cada senador votou.
A escolha do presidente ocorre em votação separada da eleição dos demais integrantes da Mesa, conforme o Regimento Interno do Senado. Vice-presidentes, secretários e suplentes de secretários também são escolhidos, em escrutínios próprios. O Regimento prevê que partidos e blocos tenham representação proporcional na Mesa tanto quanto possível.
A Mesa tem mandato de dois anos. Até que um novo presidente seja eleito, os trabalhos do Senado ficam sob a direção da Mesa do período anterior, segundo o Regimento. A votação de fevereiro, portanto, definirá a composição da direção da Casa para o novo período, mas a escolha do presidente não se confunde com a eleição dos outros cargos.
O cargo tem atribuições que afetam o funcionamento legislativo. O presidente convoca e preside sessões do Senado e do Congresso Nacional e define a ordem do dia das sessões deliberativas. Também pode impugnar propostas que considere contrárias à Constituição, às leis ou ao Regimento Interno; nesse caso, cabe recurso ao Plenário.
Há um precedente recente para comparar o resultado, mas não para prever o próximo. Em 1º de fevereiro de 2025, Davi Alcolumbre foi eleito para um mandato de dois anos com 73 votos. Os 81 senadores registraram presença e votaram; a Agência Senado informou que a escolha foi secreta e feita com cédulas de papel. O resultado daquela eleição não altera a regra de 41 votos prevista para a disputa de 2027.
A composição futura também pode influenciar as articulações. Após as eleições de 2026, a Agência Senado projetou que o PL ocuparia 29 das 81 cadeiras em 2027. A própria apuração ressalvou que a composição ainda poderia mudar por trocas partidárias, substituições e decisões da Justiça Eleitoral. Assim, o número divulgado é uma projeção, não uma garantia de como ficará a bancada no dia da votação.
Fontes: Agência Senado; Senado Federal — Regimento Interno; Agência Senado; Senado Federal — Questões de Ordem; Agência Senado; Folha de S.Paulo